Com o diabo sempre à espreita se caminha para o momento seguinte. Com o diabo sempre a respirar-nos por cima do ombro se larga o trigo para dentro do saco. Com a sua mão pousada no nosso ombro paramos para limpar o suor da testa.
Pelo caminho, na estrada, ficam marcados os nossos passos na linha do horizonte. Na estrada estão canções que marcam o caminho, sem indicarem o que falta para chegar, mas prontas a serem revisitadas, lembradas, para justificarem a sua presença nesta ou naquela fotografia.
Esta, estas, são várias dessas marcas deixadas estrada fora. Ao ponto de ser quase impossível dizer sobre elas algo que faça algum sentido. Esta canção, estas canções, são o equivalente aos paus com que marcávamos o pinhal dos nossos tesouros. Eram apenas paus, simples paus. Tal como esta, estas, são apenas pequenas canções, simples, lineares, quase infantis.
Canções como estas fizeram com que um dia (já lá vão quase dois anos, e era Domingo e era de noite quando soubemos) a estrada se marejasse de lágrimas, talvez por saudades antecipadas de novos marcos para os passos futuros, talvez por gratidão pelos pedaços de vida que lá atrás ficaram marcados.
I don’t wanna let you out of my sight
don’t wanna let you onto your flight
The fortune teller might have been right
The bad old world can turn your hair white
And sometimes we don’t come through
Sometimes we just get by
But I know with you
I’ve never seen the devil’s eye
I don’t wanna have to say a goodbye
don’t wanna wipe the tear from your eye
I took this chance to write a message
It’s just to say that I’ll miss you
And sometimes we don’t come through
Sometimes we just get by
but I know with you
I’ve never seen the devil’s eye
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E conseguiste situar-me exactamente nessa noite. É muito estranho custar-nos tanto a falta de alguém que nem sabemos realmente quem é…
Comentário por menina alice Abril 18, 2008 @ 2:34 pm