Às vezes amo a música com o mesmo desespero como que dou por mim a procurar um cigarro que sei perdido no fundo de uma gaveta e que a um dado momento sei que me pode salvar a vida.
Havendo tempo e sossego (ou desassossego) gosto de agarrar na pilha que o tempo foi atirando para o disco rígido e escolher uma coisa ao calhas, pelo nome. Grande parte das vezes, desorganizado como sou, já nem me lembro como é que aquilo foi ali parar, quem referenciou, se foi a capa que me chamou a atenção ou alguma referência mais ou menos obscura algures na internet, num jornal ou revista.
E depois acontece, num desassossegado dia solarengo, ser assaltado por mais uma banda de guitarras (ó suprema felicidade), de ritmos cortados quase circulares, de coros assombrados.
E, podendo, não me resta mais que ficar em volta deste crescendo de quase seis minutos que ameaça e não cumpre, e que, provavelmente, em breve continuará esquecido, arquivado na letra I.
Partilhe-se, antes de esquecer.
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Parece o Andrew Bird.
Gosto muito.
Comentário por menina_Alice Fevereiro 20, 2009 @ 11:41 amBem giro. Uma copo entre Os Homens Não Se Querem Bonitos, o Bird e os Black Heart Procession.
Comentário por Paulo Fevereiro 20, 2009 @ 1:32 pm