Em Escuta


Robert Wyatt – Sea Song
Abril 4, 2009, 4:57 pm
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Nos dias de inverno o mar sente que foi abandonado e revolta-se. Qual velho vagabundo zangado com a vida passa meses a urrar, fingindo ignorar os poucos que insistem em não o largar, que continuam a procurar nele alimento para a alma. Esbraceja, furiosamente, repetindo palavras sem sentido aparente e respingado tudo à sua volta. O seu cheiro torna-se impossível de disfarçar. Tudo nele é exuberância e exagero.

Há dias em que se torna impossível não desejar esse mar, trocar tudo por poder estar esquecido na areia a imaginar formas na espuma, a sentir os salpicos na cara, a arrefecer o cérebro e aquecer a alma. Há dias em que o mundo podia ser aquele pequeno quadrado de areia grossa em que enterramos os pés descalços.

Há dias em que só coisas enormes nos podem salvar e ser cura, o que vale é que elas existem.

You look different every time you come
From the foam-crested brine
Your skin shining softly in the moonlight
Partly fish, partly porpoise, partly baby sperm whale
Am I yours? Are you mine to play with?
Joking apart – when you’re drunk you’re terrific when you’re drunk
I like you mostly late at night you’re quite alright
But I can’t understand the different you in the morning
When it’s time to play at being human for a while
Please smile!

You’ll be different in the spring, I know
You’re a seasonal beast like the starfish that drift in with the tide
So until your your blood runs to meet the next full moon
You’re madness fits in nicely with my own
Your lunacy fits neatly with my own, my very own
We’re not alone


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